Banco de dados: Tipos o que é e suas diferenças!
Por Cairo Noleto
15/05/2020 ∙ Atualizado em
18/08/2022
No mundo digital, há diversas formas de coletarmos dados. Informações pessoais
como altura, peso, idade, por exemplo, são dados.
A mesma coisa ocorre com preços,
endereços e distâncias.
Um banco de dados é um sistema
que consegue coletar dados e, ao mesmo tempo, armazená-los e prover informações
quando alguém precisar.
Claro, é bom lembrar: há diversos
tipos de banco de dados. Há desde estruturas simples como um banco de dados de
uma academia de bairro até sistemas mais complexos de big data.
Fique com a gente para entender
os diferentes tipos de bancos de dados existentes e o que cada um pode
oferecer.
- O que é um
banco de dados?
- Conheça a
estrutura e evolução dos Bancos de dados!
- SGBD
(sistema de gerenciamento de bancos de dados): o que é e como funciona?
- Quais os 12
principais tipos de Bancos de Dados!
- Quais as
vantagens de usar um Banco de dados?
- Quais os
desafios e desvantagens de usar um Banco de dados?
- Qual a
relação entre Bancos de dados e Big Data?
- Quais são as
diferenças entre Big Data e Data Analytics?
- Os 6
principais bancos de dados mais usados!
- Quais as 5
principais aplicações dos Bancos de dados diariamente?
- Como criar
um Banco de dados simples em SQL? 3 passos!
- 6 dicas de
como gerenciar um Banco de dados!
- Como
trabalhar com banco de dados?
Quer saber quais são eles e como
funcionam? Então aproveite a leitura deste artigo!
O que é um banco de dados?
“Banco de dados” é um
sitema capaz de coletar, armazenar e prover informações de consulta de dados.
No mundo digital, por exemplo, só
está de pé porque nos bastidores da internet há inúmeros bancos de dados
concectados capazes de processar
e prover informações a todo momento.
Desde entrar em um site até fazer
a compra de um produto em um e-commerce.
Tecnicamente…
… o Bando de Dados é um servidor físico que permite registrar diversas
informações, como dados pessoais de clientes, tais como nome completo,
endereço, data de nascimento, CPF e RG, entre outros itens que são utilizados
para acompanhar a nossa base.
Quais as diferenças entre
dados e informações?
Os dados são informação bruta.
Isso quer dizer que se tratam de um conjunto de elementos ainda não tratados.
Um dado pode ser um conjunto de valores numéricos, estatísticos, entre outros.
De modo isolado, um dado não possui um significado nítido.
Por outro lado, informações
são dados compilados e analisados. Desse modo, os elementos que compõem uma
informação possuem significados objetivos. Assim, podem ser utilizados como
fonte de conhecimento e ajudar na tomada de decisão.
O que são metadados?
Metadados são dados que
definem outros conjuntos de dados. Toda informação que pode ser
classificada e armazenada pode ser considerada um metadado. Esses tipos de
dados são muito comuns no mundo digital, pois auxiliam softwares e
hardwares a entenderem o relacionamento entre as informações.
Para compreendermos melhor o que
são os metadados, vamos a um exemplo. Sempre que uma foto é feita utilizando a
câmera de um smartphone, são gerados metadados. Nesse caso, o dado principal, a
foto, será composta por outros dados, que apresentarão informações sobre o
dispositivo utilizado, qual tipo de imagem foi gerada, sua data de criação,
tamanho, entre outros.
Os metadados podem ser
classificados em três categorias:
- Estruturado: que se liga a uma
estrutura predefinida, como é o caso do exemplo da foto citado acima;
- Não estruturado: em que não há
padronização, como um arquivo de texto, onde qualquer tipo de informação
pode ser adicionada;
- Semiestruturado: um meio termo entre os
dois anteriores. Uma estrutura pode ser definida, mas ainda assim podem
ser recebidas informações diversas, como é o caso de um arquivo XML.
Conheça a estrutura e evolução
dos Bancos de Dados!
Bancos de dados são conjuntos
de dados organizados e estruturados, em sua maioria dispostos em tabelas, que
possuem linhas e colunas. Comumente, para controlar esses dados, é
utilizado um sistema gerenciador de banco de dados. Além disso, para a
consulta, criação e modificação das tabelas do banco, é utilizado o SQL, uma linguagem de
consulta estruturada.
O primeiro banco de dados foi
lançado no início dos anos 1960. Na época, suas funcionalidades eram
simples, porém inflexíveis, como é o caso do banco de dados hierárquico, que
permitia apenas um relacionamento um-para-muitos. Nos anos 80, ganharam
popularidade os bancos de dados relacionais, como resposta para a inflexibilidade
dos primeiros modelos.
Já nos anos 90, chegam os bancos
orientados a objetos. Pouco tempo depois, surgem os bancos NoSQL, adaptados ao
crescimento da internet e a necessidade de velocidade de processamento.
Atualmente, o armazenamento na nuvem e os bancos de dados autônomos estão
trazendo uma nova forma de armazenar, coletar e manipular dados.
SGBD (sistema de gerenciamento
de bancos de dados): o que é e como funciona?
O SGBD ou sistema de
gerenciamento de bancos de dados é um recurso utilizado para realizar o
controle e manipulação de dados no banco de dados. O SGBD permite que a
pessoa usuária, por meio de uma linguagem de consulta, como o SQL, possa
realizar a criação de tabelas, remoção de dados, alterações de campos,
relacionamentos, entre outros.
Além de auxiliar a pessoa
usuária, o SGBD também é responsável por abstrair os dados, para
que eles fiquem compreensíveis, e por subdividir o controle dos dados
em três níveis: visão, lógico e físico. Abaixo, veremos mais detalhes sobre
esses itens.
O que é a abstração de dados?
O sistema de gerenciamento de
bancos de dados possui uma série de informações interligadas, desde os próprios
dados a descrições sobre como as informações estão organizadas e
armazenadas.
Dessa forma, seria um desastre se
qualquer pessoa usuária do sistema possuísse acesso a todos esses itens, uma
vez que uma modificação incorreta poderia comprometer a estrutura do
banco.
Sendo assim, os SGBDs utilizam a
abstração de dados. Isso significa que o sistema oculta determinados detalhes
de suas informações, principalmente aquelas que impactam diretamente no
funcionamento do sistema. A abstração de dados pode ser dividida em três
níveis: o nível de visão, o lógico e o nível físico. Confira, a seguir, mais
detalhes sobre essa divisão realizada pelos SGBDs.
Nível de visão do usuário
Nesse nível, parte do banco de
dados real pode ser visualizado. Essa camada existe para facilitar a
compreensão do banco pelas pessoas usuárias. Nesse caso, como os dados são
armazenados não é algo relevante, bastando apenas que a pessoa usuária possa
ver as informações e interagir com elas.
Nível conceitual
O nível conceitual é usado pelos
sistemas gerenciadores de bancos de dados. Nessa camada, estão dispostas informações
sobre como os dados estão relacionados. Trata-se de um nível intermediário.
Nível físico
Esse é o nível de abstração mais
baixo. No nível físico, ficam os detalhes mais complexos sobre como os
dados são de fato armazenados e sobre como estão estruturados.
Quais os 12 principais tipos
de Bancos de Dados!
Antes de mais nada, para
trabalhar com um banco de dados é necessário entender qual é o tipo de demanda
do seu negócio, para assim identificar aquele que esteja mais relacionado à sua
empresa.
Além de existirem diversos tipos
de bancos disponíveis no mercado, eles também podem ser divididos em duas
categorias, que são:
1. Bancos de dados relacionais
Hoje os bancos de dados
relacionais são os mais comuns no mercado, como em sistemas ERP e CRM, por
exemplo. Tal popularidade é conquistada pela facilidade da armazenagem e pela
confiabilidade das informações.
Ele funciona da seguinte maneira:
os dados são armazenados em formatos tubulares, ou seja, o dado fica na coluna,
enquanto a descrição fica em linhas e atributos. A importância dos bancos de
dados relacionais é constituída a partir dos pilares ACID,
que é a sigla referente a atomicidade, consistência, isolamento e
durabilidade.
1.1. Qual a importância do SQL
para os Bancos de Dados não relacionais?
Por fim, uma outra característica importante é sua linguagem, que é baseada no SQL (Structured Query Language). É justamente por isso que a categoria relacional é considerada fácil, pois a inserção dos dados é fácil e recuperável. Vale ressaltar que a maioria dos tipos de banco de dados usam o SQL.
2. Bancos de dados não-relacionais
Utilizamos o não-relacional toda
vez que precisamos trabalhar com dados que não podem ser inseridos em formato
tabela, como imagens, vídeos e gráficos. Ele tem uma alta performance e por
essa razão é muito valorizado no mercado, todos os registros são feitos em um
mesmo lugar.
Em decorrência disso, os bancos
de dados não-relacionais dispensam a utilização de um sistema de
relacionamento, diferentemente de um banco de dado relacional. Sua linguagem
oficial é a NoSQL (do inglês, Not Only SQL — Não Apenas SQL).
Por ser um sistema que absorve
alguns conteúdos de maior complexidade, o não-relacional demanda um sistema de
aprovação, que permite identificar qual tipo de informação é mais relevante
para o negócio.
Tendo isso em mente, vejamos
agora quais os tipos de banco de dados existentes e para quais casos são mais
adequados:
3. Bancos de dados
orientados a objetos
Nesse tipo de banco, é utilizada
a estrutura orientada a objetos. Isso quer dizer que as informações são
organizadas em blocos de informações com identificadores. Nesse modelo não
há uma lógica preestabelecida, o que o diferencia do banco de
dados relacional, em que há uma tabela com linhas e colunas.
Para exemplificar, vamos supor
que desejamos armazenar informações sobre empresas. Então, criamos um
identificador chamado “empresa” e para ele passamos atributos com os
respectivos valores, como por exemplo, ao criarmos um atributo chamado
“nome_fantasia”, poderíamos então passar o valor referente ao nome fantasia da
empresa que desejamos armazenar.
4. Bancos de dados autônomos
Esse é um tipo de banco de
dados gerenciado por machine learning, na nuvem. Desse modo, os backups,
segurança, consultas e demais tarefas rotineiras ficam sob responsabilidade da
inteligência artificial.
Esse tipo de banco é ideal para
situações em que há um alto fluxo de dados e as pessoas envolvidas podem
facilmente se perder ao realizar as tarefas manualmente. Dessa forma, delegar à
IA essas funcionalidades significa um ganho de tempo e velocidade.
Qual a relação entre os Bancos
de dados autônomos e machine learning?
Bancos de dados autônomos e
machine learning estão diretamente relacionados. O machine learning, ou
aprendizado de máquina, se trata de uma inteligência artificial treinada para
realizar determinadas tarefas. Desse modo, o banco autônomo faz uso
desse recurso para lidar com suas tarefas costumeiras, como rotinas de backup,
por exemplo.
5. Bancos de dados OLTP
O Banco de dados OLTP realiza
o processamento de dados em transações online. Esse tipo de
armazenamento é ideal para lidar com informações de organizações, como
pagamentos e gerenciamento de pedidos.
Isso se dá em virtude da
necessidade dessas organizações de realizarem procedimentos atômicos e
consistentes. Isso quer dizer que toda transação deve ter êxito ou falha. Em
caso de falha, todas as etapas decorridas devem ser desfeitas.
6. Bancos de dados
distribuídos
Um banco de dados distribuído
é composto por uma rede de nós, em que cada nó é um computador em um local
diferente. Para se comunicarem, as máquinas conectadas ao sistema utilizam
a rede.
O principal diferencial desse
tipo de banco de dados é a distribuição de suas informações. Enquanto os
modelos centralizados detêm toda a sua base em um único local e ficam
vulneráveis a ataques e perdas irreversíveis, em um banco distribuído as
informações podem ser recuperadas por outro nó.
7. Banco de dados JSON
Trata-se de uma base de dados
que armazena e realiza consultas a documentos JSON. O JSON é um elemento
textual, mas também pode receber outros valores, como um BLOB, usado para
armazenar imagens. Para gerenciar e manipular esse banco podem ser usadas
tabelas. A escolha da tabela é motivada pelo tamanho do JSON.
8. Data warehouses
Data warehouses permitem a
integração de dados de diferentes fontes. Além de manter os dados atuais,
também é possível consultar um histórico. Geralmente, o Data warehouse é
indicado para criação de relatórios de análise.
Com esse tipo de sistema, é
possível compilar grandes quantidades de dados. Além disso, devido a sua
flexibilidade, é possível nomear colunas e modificar o relacionamento entre
tabelas de modo que o relatório a ser gerado fique o mais personalizado
possível para a pessoa que vai analisá-lo.
9. Bancos de dados gráficos
Os bancos de dados gráficos
armazenam estruturas de dados complexas, que seriam incompatíveis em uma base
tradicional. Esse tipo de sistema é geralmente usado em redes sociais, pois
é ideal para lidar com dados altamente interconectados. Desse modo, nesse tipo
de base de dados, as informações estão interligadas por gráficos de conexão,
onde a informação importa mais que a estrutura.
10. Bancos de dados de código
aberto
Esse tipo de banco se trata de
qualquer base de dados que pode ser distribuída e reutilizada. Essa
característica fornece às pessoas desenvolvedoras as condições necessárias para
a criação de novas tecnologias, que utilizam o código aberto do sistema como
molde.
Os bancos de dados de código
aberto podem ser classificados em relacionais e não relacionais. Alguns
exemplos que se enquadram nesse tipo de banco são o MySQL, PostgreSQL e MongoDB.
11. Bancos de dados em nuvem
Um banco de dados na nuvem é
uma base de dados que pode ser acessada por meio de uma plataforma na internet.
Isso significa que as informações não são armazenadas em um servidor local, mas
sim em servidores remotos.
Todo o sistema funciona como um
serviço. Desse modo, a pessoa contratante pode pagar taxas por uso ou obter um
plano que disponibiliza determinada quantidade de armazenamento, velocidade de
tráfego, entre outras funcionalidades
Além disso, quem gerencia e
manipula os dados armazenados é o provedor, ou seja, a plataforma contratada.
Em geral, esse tipo de serviço reduz custos significativos com hardware e
manutenção.
12. Banco de dados multi
modelo
O banco de dados multi modelo
realiza uma combinação de uma variedade de bancos de dados em um único back-end.
O que o torna extremamente flexível em relação aos dados que podem ser
armazenados e as estruturas que podem ser montadas.
Quais as vantagens de usar um Banco de dados?
As principais vantagens que um
banco de dados oferece são a organização e a agilidade. A implementação
de um sistema de armazenamento de dados evita o acúmulo de papéis em
setores de arquivamento, que além de requererem espaço físico, dificultam a
consulta a informações.
Nesse quesito, podemos falar da
agilidade. Um banco de dados permite a inserção e busca de dados em
questão de segundos. Diferentemente dos antigos formulários preenchidos a
mão e as extensas consultas em pastas e mais pastas de documentos.
Outro ponto positivo é a possibilidade
de atestar a veracidade de uma informação. Enquanto papéis podem ser
perdidos ou danificados, as informações em um banco podem ser checadas,
validadas e até rastreadas.
Quais os desafios e
desvantagens de usar um Banco de dados?
O uso de bancos de dados requer o
suporte a um alto volume de consultas complexas e com uma velocidade de
resposta instantânea. Dessa forma, vejamos adiante as principais barreiras que
as bases de dados enfrentam atualmente:
- Absorção de dados: a grande quantidade
de informação disparada por sistemas e hardwares pode fazer com que as
pessoas encarregadas da administração de bancos de dados fiquem
sobrecarregadas, tentando entender qual a melhor forma de lidar com o
gerenciamento.
- Segurança: nenhum sistema está a salvo
de invasões. Portanto, esta é mais uma preocupação que os sistemas de
bancos de dados precisam lidar.
- Demanda e manutenção: conforme a
complexidade de consultas e o volume de dados cresce, as empresas precisam
investir recursos para manter a base de dados funcional em relação à
demanda exigida.
- Escalabilidade: prever a capacidade de
um banco de dados enquanto a empresa cresce ainda é um desafio.
Qual a relação entre Bancos de
dados e Big data?
O Big Data é um banco de dados
avançado. Nele, chegam uma variedade de dados complexos e em grandes
volumes, em que um sistema de armazenamento tradicional não conseguiria
gerenciar.
Com Big Data, é possível
armazenar dados provenientes de mídias sociais, como vídeos e áudios. Além de
haver a possibilidade de aplicar machine learning aos dados coletados,
permitindo mineração e
gerenciamento e análise autônoma das informações.
Quais são as diferenças entre
Big data e Data Analytics?
Data Analytics, assim como o Big
data, é um banco de dados que recebe grande quantidade de informações
complexas. Entretanto, no Data Analytics, esses dados são utilizados
como objeto de análise em um foco específico.
Desse modo, no mercado de
trabalho, uma pessoa analista de dados pode utilizar o Data Analytics para
obter respostas sobre um problema específico, como a relação entre horários de
produção e o volume produzido em uma empresa, por exemplo.
Os 6 principais bancos de
dados mais usados!
O momento de escolher o melhor
tipo de banco de dados é extremamente importante, afinal, ele será
responsável por armazenar os dados da própria organização, bem como dos
clientes. Para isso, ele precisa estar alinhado com as necessidades existentes.
Confira quais são os tipos mais
comuns, hoje no mercado.
1 – Oracle
Esse tipo de SGBD é, sem dúvidas,
um dos tipos de bancos de dados mais utilizados no mercado. Criado entre os
anos 70 e 80, o Oracle tem como sua linguagem principal o PS/SQL. É repleto de
funcionalidades, além de ser extremamente flexível, rodando em diferentes
plataformas como Windows e Linux.
Umas das características mais
marcantes do Oracle é sua alta escalabilidade, ou seja, de acordo com o
crescimento da demanda, sua capacidade também aumenta. Por esse motivo, ele é
responsável por controlar um grande volume de dados. Para que ele funcione no
máximo da sua capacidade, é necessário contar com um bom hardware.
2 – SQL Server
O SQL Server foi criado pela
Microsoft em 1989 e conquistou rápida popularidade no mercado, sendo comumente
utilizado em instituições governamentais, lojas online, bancos, indústrias e
outros tipos de comércios. A linguagem por ele utilizada é o T-SQL.
Seus dados são criptografados, o
que aumenta os níveis de segurança quando comparamos com os demais do mercado,
já que os dados podem ser administrados e manipulados por pessoas específicas.
Por ser um produto da Microsoft,
ele tem alta compatibilidade com programas da empresa, como Excel.
3 – MySQL
O MySQL é um SGBD da categoria
relacional e também faz parte do grupo da Oracle. Sua principal característica
é ser open source, ou seja, ele contém um código aberto para a modificação de
programação e desenvolvimento de aplicativos.
Em decorrência do seu foco
online, conquistou popularidade e está presente em grandes plataformas como
Facebook e Instagram. O sistema de linguagem PHP roda em sistemas como Windows,
Linux, MacOS, Solaris etc.
4 – PostgreSQL
Assim como o modelo anterior, PostgreSQL
também é open source e é considerado um dos bancos de dados relacionais mais
utilizados no mundo, como Apple e Skype. Lançado em 1986, está em sua 12ª
versão e tem como foco plataformas online.
Uma das maiores vantagens está
ligada a não exigir um sistema hardware avançado, além de recursos avançados
como consultas complexas, facilidade de acesso, chaves estrangeiras, entre
outras.
5 – MongoDB
Lançado em 2009, o MongoDB é um
dos bancos de dados não-relacionais mais comuns do mercado. Ele tem como linguagem C++ e
utiliza o Java Script para facilitar os recursos de pesquisas.
Ele também é open source e
orientado por documentos (document database) em formato JSON. Por ser não relacional,
não demanda a utilização de tabelas com colunas e linhas para fazer a
armazenagem de dados. O MongoDB funciona em Windows, Linux e OSX.
6 – NoSQL
O banco de dados não-relacional
de código aberto foi criado em 1998. Graças a popularidade dos dispositivos
móveis e as redes sociais, o NoSQL ganhou bastante utilização no mercado. O
armazenamento de dados com o objetivo de utilizá-los em ferramentas analíticas
passou a acarretar em maiores custos.
Quais as 5 principais
aplicações dos Bancos de dados diariamente?
O armazenamento de dados se
tornou uma rotina onipresente em nosso dia a dia. Vejamos, a seguir, quais as 5
principais aplicações dos bancos de dados em nossa rotina diária.
Transações financeiras
Diariamente, diversas operações
entre bancos e pessoas usuárias de sistemas financeiros trocam
informações sobre pagamentos, empréstimos, consultas a extratos bancários,
realização de depósitos, saques, entre outros. Todos esses dados ficam
registrados em uma base de dados.
Compras
Seja online ou presencialmente,
as operações de compra são outra tarefa rotineira que geram dados.
É necessário registrar o produto adquirido, qual o comprador, consultar
estoques, armazenar informações sobre como o pagamento será efetuado, qual será
a quantidade, entre outras questões.
Redes sociais
As redes sociais são grandes
fontes de dados minuto a minuto. Milhares de pessoas usuárias trocam
informações diariamente, sejam imagens, vídeos, áudios, mensagens de texto,
entre outros. Há ainda a participação de inteligências artificiais que analisam
os perfis e os dados que circulam na rede, para filtrar o que seria mais
interessante para cada conta logada.
Buscas na internet
A internet é um mar de
informação e dados. Desse modo, ao se consultar por um termo em um
navegador de busca, estamos acessando uma rede de armazenamento enorme. Além
disso, quando navegamos na internet ou publicamos um vídeo no YouTube ou um
post em um blog, também estamos gerando novos dados.
Serviços de streaming
Os serviços de streaming se
tornaram extremamente populares. Seja áudio ou vídeo, as plataformas que
fornecem esses serviços não só disponibilizam diversos conteúdos às
pessoas usuárias, mas também geram dados sobre quais itens estão chamando mais
atenção e quais não.
6 dicas de como gerenciar um
Banco de dados!
Gerenciar adequadamente um banco
de dados é uma tarefa essencial para manter o sistema funcionando como
esperado. Desse modo, confira 6 dicas sobre como realizar esse procedimento:
- Infraestrutura: verifique se a
infraestrutura atual atende às necessidades;
- Metodologia: a metodologia utilizada
deve permitir que as informações estejam organizadas e sejam fáceis de se
encontrar;
- Acesso aos dados: as consultas aos
dados devem ser práticas e devem ter por objetivo facilitar o trabalho
diário;
- Automatização: quando a metodologia
utilizada no sistema estiver totalmente definida, será possível
automatizar o banco de dados;
- Backups: ainda falando sobre automatização,
o backup do sistema deve ser o primeiro da lista. Backups automáticos
evitam problemas que podem ocorrer justamente por se ter esquecido de
realizar essa rotina manualmente;
- Monitoramento: acompanhe de perto o
fluxo de dados e faça ajustes sempre que necessário.
Como trabalhar com banco de
dados?
Falaremos agora sobre aspectos
que envolvem carreira, salário e atuação disponíveis dentro da área de banco de
dados.
Quais as principais áreas para
trabalhar com banco de dados?
Banco de dados é uma área
versátil, que possui diversas frentes. Desse modo, vejamos algumas delas:
- Administrador de banco de dados (DBA): a
principal função dessa área é manter o banco funcional e atualizado;
- Analista de dados: nessa área, os dados
serão coletados, analisados e interpretados, para oferecer respostas para
inúmeros problemas;
- Pessoa desenvolvedora SQL: essa é a
área que cria novos scripts de consulta e gerenciamento de bases de dados,
como a criação de um banco de dados para usar elasticsearch;
- Analista de sistemas e suporte: essa
função tem por finalidade analisar as demandas de cada negócio e oferecer
a modelagem de dados mais adequada;
- Analista de Business Intelligence (BI): essa
pessoa irá realizar a modelagem de novos negócios e dar suporte a tomada
de decisões após análise de dados;
- Cientista de
dados: aqui o foco é coletar dados e estudar a melhor
resposta para o problema levantado.
Quais as principais habilidades
necessárias para trabalhar com bancos de dados?
Soft skills
Soft skills são habilidades
relacionadas à personalidade de cada pessoa. Desse modo, não podem ser
adquiridas em um simples curso, mas podem ser aprimoradas ao longo da vida.
Vejamos as habilidades pessoais requisitadas para a área de banco de dados.
Comunicação
Saber se comunicar, seja de modo
verbal ou escrito, é extremamente importante para a área. Isso se torna ainda
mais relevante quando se trata de um cargo voltado para a análise de dados, em
que relatórios e apresentações terão que ser elaborados.
Negociação
A negociação é uma habilidade
importante não só por facilitar o alinhamento de ideias, mas também
por abrir espaço para a implementação de novas tecnologias. Além
disso, saber negociar também trará resultados positivos quando se trabalha
diretamente com clientes.
Assertividade
Dados podem ser interpretados de
inúmeras maneiras. Dessa forma, saber se expor corretamente, a fim de
saber apresentar exatamente o que os dados querem transmitir,
gerando informação de qualidade, irá exigir assertividade.
Proatividade
A habilidade de conseguir antecipar
determinados cenários e propor novas soluções é extremamente válida para alguém
da área de dados. Afinal, enxergar que a demanda por armazenamento de uma
empresa pode crescer repentinamente e propor uma solução antes que o cenário se
concretize, representa uma economia de recursos significativa.
Adaptar-se a mudanças
Tecnologias mudam constantemente.
Quando tratamos de banco de dados não é diferente. Continuamente novas
abordagens surgem para lidar com a demanda crescente por consulta e
armazenamento de informação. Desse modo, acompanhar as inovações é preciso.
Hard skills
As hard skills, ou habilidades
técnicas, se referem ao conhecimento individual que pode ser adquirido a partir
de cursos e experiências de trabalhos anteriores. Por isso, vejamos as
habilidades técnicas necessárias para a área de banco de dados.
Linguagem de banco de dados
(SQL)
O SQL é a linguagem utilizada
para fazer consultas e demais operações em sistemas de banco de dados, como
deleção, criação e atualização de tabelas. Dessa forma, conhecer o
funcionamento da linguagem e seus principais fundamentos é o primeiro passo
para ingressar na área.
Lógica de programação
Como qualquer outra área da
tecnologia da informação, para se trabalhar com banco de dados a lógica de
programação também é necessária. Uma pessoa que atua na área terá que
enfrentar desafios sobre como relacionar dados e decidir sobre quais
serão os melhores métodos para gerenciar o sistema e analisar as informações
geradas.
Segurança da informação
O banco de dados irá conter
diversas informações de caráter sigiloso e extremamente importante para as
pessoas usuárias. Por isso, aprender sobre como mitigar falhas de
segurança e evitar vazamentos é um requisito essencial.
Sistemas de gerenciamento de
bancos de dados
Existem diversos tipos de
sistemas de gerenciamento, como MySQL e PostgreSQL. O sistema de
gerenciamento será o principal programa que irá intermediar a comunicação entre
a pessoa usuária e os dados armazenados. Por isso, é importante estar por
dentro sobre as características de cada um e o que eles podem oferecer.
Estrutura de dados
A estrutura de dados é a área que
trata sobre como organizar e realizar consultas a dados de modo mais
rápido. Desse modo, para montar bancos de dados estruturados de modo
eficiente é interessante garantir um tempo para aprender sobre o assunto.
Como está o mercado de
trabalho para bancos de dados?
Os bancos de dados têm evoluído
continuamente desde que suas primeiras versões surgiram em 1960. Atualmente, o
avanço da internet e o uso contínuo de aplicativos faz com que a quantidade de
dados circulando e sendo requisitada seja cada vez maior. Por isso, a
necessidade de novas tecnologias faz da área um ambiente em constante
evolução.
Desse modo, pessoas
especializadas não só em gerenciar bases de dados, mas também por lidar com
novas tecnologias, como automação e machine learning, são cada vez mais
necessárias. Além disso, há também os cargos de analista de dados e cientista
de dados, com foco em analisar dados e obter respostas para os mais
diferenciados problemas.
Qual a média salarial de quem
trabalha com banco de dados?
Uma pessoa da área de banco de
dados pode ter a faixa salarial determinada pelo nível de experiência, área de
atuação e empresa para qual trabalha. Segundo o site de empregos Vagas, uma
pessoa analista de banco de dados pode ganhar entre R$ 3700 a R$ 6000.
Já alguém que trabalha com
administração de banco de dados, pode ter a faixa salarial variando de R$ 7 mil
a R$ 10 mil. Temos ainda o cargo de cientista de dados, no qual os salários
podem variar de R$ 3800 a R$ 11 mil.
Neste artigo, você pode
acompanhar mais sobre o que é um banco de dados, quais são seus tipos, como são
estruturados, como criar um banco de dados simples e quais são as áreas de
atuação disponíveis para se trabalhar nessa área.
Além disso, podemos ver que o
armazenamento de dados é algo em constante evolução. Quanto mais processamento
de informação é requisitado, mais tecnologia é necessária. Nesse ponto, já
podemos ver a atuação de inteligências artificiais, que aceleram o processo de
análise de realização de rotinas comuns.
Caso você tenha curiosidade em se
aprofundar mais sobre o assunto, leia este artigo da
Trybe sobre comandos SQL.
Cairo Noleto https://blog.betrybe.com/tecnologia/bancos-de-dados/
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